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Mamam volta atenção à acessibilidade

Tuesday, August 23, 2011

Reportagem do Portal NE10 (Jornal do Commércio) sobre acessibilidade no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), em Recife. Os trabalhos de tradução e interpretação de Libras e áudio-descrição serão feitos pelo Prof. Ernani Ribeiro, da Visibilidade Consultoria.



Inclusão

Mamam volta atenção à acessibilidade

Publicado em 22.08.2011, às 19h51

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Para que deficientes visuais e auditivos tenham acesso às obras, projeto contemplará audiodescrição e interpretação em Libras
Foto: Heudes Régis/JC Imagem-Do NE10

Buscando implementar o conceito de arte para todos, o Museu Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), no Centro do Recife, começa a colocar em prática projeto de inclusão prometido desde sua reinauguração, há um ano e cinco meses. Nesta terça-feira, às 19h, convidados serão apresentados aos programas de acessibilidade viabilizados por edital da Caixa Cultural.



A pedagoga e produtora cultural Eli Maria, coordenadora geral do projeto, explica que, até abril do próximo ano, cem obras do museu - do acervo de 1,2 mil - passarão pelo processo de audiodescrição, técnica que permitirá que pessoas com deficiência visual conheçam as peças do Mamam. O trabalho prevê a gravação do conteúdo em DVD com interpretação em Libras (para deficientes auditivos) e narrado por audiodescrição.



"O projeto faz parte do planejamento mais amplo de acessibilidade do museu, que inclui também a adaptação estrutural, como a reforma em banheiros e escadas e do elevador, que está em licitação. Já este plano de conteúdo visa traduzir o acervo do museu, promover ações educativas a partir do conteúdo audiodescrito e tardes lúdicas. Vai ser um ponto para agregar discussões sobre acessibilidade", acredita Eli.



Nesta terça-feira, a obra Criação: homem e mulher, do artista plástico Gil Vicente, será usada para exemplificar a atuação dos profissionais que implementarão a técnica da audiodescrição. No primeiro semestre de 2012, quando a primeira etapa do projeto deverá estar concluída, as visitas serão monitoradas, logo, precisarão ser agendadas. Num segundo momento, o Mamam captará recursos para a compra de equipamentos que deem autonomia ao visitante, sem necessidade de acompanhamento de monitores.

Fonte: NE10

Uma literatura difícil de traduzir

Wednesday, June 1, 2011

Texto original de Marcos Diego Nogueira, na Revista Isto É

UMA LITERATURA DIFÍCIL DE TRADUZIR

Cada vez mais publicados no Exterior, livros nacionais impõem desafi os aos seus tradutores

Marcos Diego Nogueira

Presente no “Guiness Book”, o best seller “O Alquimista”, de Paulo Coelho, detém o recorde de livro de autor vivo mais traduzido no mundo. Ele já foi lançado em 150 países e 67 línguas. As versões, contudo, costumam tirar o humor do bruxo. “Eu me lembro de chegar na Eslovênia e ver a primeira frase do romance ‘O nome do rapaz era Santiago’ impressa como ‘O nome do rapaz era Jakob’”, diz o autor. Foi a partir daí que passou a tomar mais cuidado com as traduções de sua obra: “Claro que criei um caso, mas já era tarde.” Trata-se de uma situação que não atinge só Paulo Coelho. Difícil de traduzir e cada vez mais presente nas livrarias estrangeiras, a literatura brasileira vem sendo lida não só em línguas mais comuns, como inglês, espanhol ou francês, mas também em chinês, grego e holandês, por exemplo. Nessas horas, contar com a sorte é a única saída para o autor.

"Em 'Dois irmãos' há uma cena em que Domingas, a empregada, segue Yaqub e sua namorada até o quintal da casa. Ela vê os dois tendo um ato de amor e eu digo que ela 'fica com sede daquela água'. Mas um tradutor escreveu que nessa hora ela fica com vontade de tomar um copo d'água. Ainda bem que corrigi a tempo." (Milton Hatoum, escritor)

O romancista amazonense Milton Hatoum concorda: “A única saída é torcer e confiar no seu tradutor.” Diz isso com a experiência de ver o seu livro “Órfãos do Eldorado” ser incluído entre as dez maiores traduções do ano pelo jornal inglês “Financial Times”. Hatoum, cuja obra pode ser lida em 12 idiomas, costuma falar com o seu tradutor por telefone, e-mail e em encontros pessoais. Isso impede erros constrangedores. “Para línguas que eu conheço, mantenho contato em todos os passos da tradução”, diz ele, que lida constantemente com a dificuldade estrangeira em compreender expressões específicas da Amazônia, onde são ambientadas suas histórias. “A palavra ‘provocar’, por exemplo, pode significar ‘vomitar’. É preciso corrigir esse falso sentido”, afirma Hatoum.

"Guimarães Rosa faz em 'Primeiras Histórias' um jogo de palavras com o termo 'famigerado' ('faz-me gerado, famílias Geraldo'). Usei a palavra francesa ‘légendaire', que significa 'famoso'. O jogo de palavras ficou assim: ‘les gendaires’ (os gendaires), 'l'est gendaire’ (é gendaire), 'les gens d'aire' (as pessoas do ar), 'les gendres errent' (os genros erram)." (Inés Oseki-Dépré, tradutora).

Se o autor é um clássico e, obviamente, não está mais aqui para essa checagem, cabe ao tradutor buscar outras saídas. O inglês Mark Carlyon, que cuida das edições para o inglês da coleção bilíngue “River of January”, trabalha atualmente em “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto. Ele já apresentou para o leitor anglófono a ironia de Machado de Assis em “Casa Velha”, a irreverência carioca de Manuel Antônio de Almeida em “Memórias de um Sargento de Milícias” e o tom popular de João do Rio em “A Alma Encantadora das Ruas”. “Estou a serviço do autor assim como o regente está para o compositor” é o seu lema. “Além dos aspectos meramente mecânicos, também devo transportar a ironia, a sutileza psicológica, os múltiplos níveis de sentido para o novo universo linguístico”, diz Carlyon.

"No livro 'Casa Velha', de Machado de Assis, surge a expressão 'pelos domingos tiram-se os dias santos'. Ou seja: se uma pessoa assistisse à missa aos domingos, passaria os demais dias se comportando como um bom cristão. Era importante preservar a ironia, então no inglês usei algo como 'se ele vai à missa aos domingos, podemos imaginar o resto da semana'." (Mark Carlyon, tradutor)

Esse esmero deveria estar presente até em traduções para a mesma língua, mas nem sempre ocorre. Isso se deu com o biógrafo Ruy Castro. “Meu livro sobre Carmen Miranda foi vertido para o português de Portugal e ficou horrível. Não me admira que a editora responsável tenha quebrado. Já em ‘Carnaval de Fogo’, a editora Asa limitou-se a pôr notas ao pé da página, explicando, por exemplo, que ‘picolé’ era ‘gelado de palito’. Ficou melhor”, diz Castro. Pode-se imaginar, então, o árduo trabalho da francesa Inês Oseki-Dépré, da Universidade da Provença, que assumiu o desafio de encontrar em seu idioma um equivalente para as invenções linguísticas de Guimarães Rosa. “Trata-se de um autor particularmente difícil porque já é inovador em português. Mas todo escritor ‘intraduzível’ atrai traduções”, conta ela, para quem Fernando Pessoa situa-se no mesmo plano. “Uma das razões está nos cânones literários. Em francês, por exemplo, desde o século XIX evita-se a rima, ao passo que, em português, ela não só é aceita, mas sim imprescindível”, diz. Milton Hatoum, que atualmente escreve um romance em que a personagem principal é uma tradutora, relaciona essa dificuldade com a qualidade de nossa literatura. “Os bons textos são aqueles que exigem atitude inventiva em relação à linguagem. Nesse sentido, o tradutor é mais fiel quando trai”, diz ele, remetendo a um antigo ditado italiano: “Tradutor, traidor.”

"Cheguei na China e achei o título de 'O Alquimista' muito longo na capa. Perguntei aos editores se precisavam tantos caracteres para uma palavra tão simples. Eles responderam que ninguém sabia o que significava 'alquimista' e tiveram que mudar o título para 'A História do Jovem Rapaz que Sai em Busca de um Tesouro na África’". (Paulo Coelho, escritor)

Fonte: Revista Isto É, Ano 35, nº 2168, 1º de Junho de 2011, páginas 124-125. Disponível em:

II Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação da Língua de Sinais Brasileira

Monday, April 12, 2010

O Programa de pós-graduação em Lingüística (PPGL), o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET), o Grupo de Estudos Lingüísticos Surdos, do Centro de Comunicação e Expressão, juntamente, com o Programa de Pós-Graduação em Educação e o Grupo de Estudos Surdos (GES) do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizarão, entre os dias 25 e 27 de novembro de 2010, o segundo Congresso Brasileiro de Pesquisas em Tradução e Interpretação da Língua de Sinais.


O tema central deste Congresso foca nas pesquisas produzidas relativas a atuação dos intérpretes e tradutores de língua de sinais, profissionais que nos últimos anos, vem se destacando nos cenários acadêmicos em decorrência do alto índice de pesquisadores e acadêmicos surdos no espaço universitário. Por outro lado, apesar da visibilidade lingüística (Língua de Sinais – Português) que está presente na atuação do intérprete e do tradutor, a atenção dispensada a este profissional tem sido demandado um esforço para que o espaço acadêmico um processo árduo e conquistado aos poucos.

Este Congresso convoca os pesquisadores da área de interpretação e tradução a necessidade científica para apresentarem suas pesquisas que sinalizam para este tema, um espaço de trocas a respeito dos resultados encontrados, de intercâmbio entre as diferentes áreas do conhecimento (educação, tradução e lingüística) e, também, para traçar metas e objetivos de organização profissional e formação para profissionais deste campo no país. pesquisas para o desenvolvimento destes campos profissionais no país.

O Congresso também objetiva afirmar as pesquisas em tradução e interpretação da língua de sinais brasileira no campo dos Estudos de Tradução e Interpretação.


Clique aqui e acesse a página do evento.

Tradução e Humor

Wednesday, August 26, 2009

Esse texto foi retirado do livro "Tradução e Interpretação: Manual do Usuário" da Die Presse.


TRADUÇÃO E HUMOR

Cuidado! Dependendo da tradução, seu texto pode ser motivo de chacota.
Confira a seguir alguns exemplos famosos (e hilários) de grandes mal-entendidos.

- Em Taiwan, a tradução do slogan da Pepsi, Come alive with the Pepsi Generation, ficou algo como “Pepsi ressuscita seus ancestrais.”

- Em um zoológico da Europa havia uma placa em inglês que, traduzida, ficava mais ou menos assim: “Não dê comida aos animais. Caso tenha algum alimento apropriado, dê ao guarda de plantão”.

- Ao lançar sua esferográfica no México, a fabricante de canetas Parker queria usar o slogan “Esta não vai vazar no seu bolso e embaraçá-la”. Entretanto, por um erro de tradução, usou-se equivocadamente a palavra espanhola “embarazar”. Como resultado, o anúncio ficou assim: “Esta não vai vazar no seu bolso e engravidá-la”.

- Depois de ver as vendas de seu modelo “Nova” despencar na América do Sul, a General Motors constatou que dito em espanhol o nome do carro - “no va” - significava “não anda”.

- A Ford também por pouco não lança no Brasil seu modelo “Pinto”. Em cima da hora percebeu a mancada e batizou o carro de “Corcel”.

- A Colgate lançou na França uma pasta de dentes com o nome de Cue. Só que este é, também, o nome de uma famosa revista pornô.